sábado, 15 de novembro de 2008

Encontro com Dramaturgos

Samir Yazbek e Paulo Santoro.
Mediação Paula Chagas.

Samir Yazbek é dramaturgo e diretor teatral. Consolidou sua formação com o diretor Antunes Filho, no CPT do SESC. Escreveu, entre outras: O Fingidor (Prêmio Shell/99 de melhor autor); A Terra Prometida; O Regulamento; A Máscara do Imperador; A Entrevista e O Invisível. É organizador de Uma Cena Brasileira (coletânea de depoimentos de alguns dos mais importantes atores e atrizes brasileiros, Editora Hucitec). Teve suas peças publicadas pela Coleção Aplauso (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo), com o título O Teatro de Samir Yazbek.

Paulo Santoro integrou o Círculo de Dramaturgia do Centro de Pesquisa Teatral de 1999 a 2006. Sua peça O Canto de Gregório foi montada em 2004 pelo Grupo Macunaíma, com direção de Antunes Filho e indicada ao prêmio Shell. A peça também foi publicada pelo SESC no livro Círculo de Dramaturgia Volume I. Paulo encenou também Carina Está Viva e é autor de mais quatro peças. Atualmente sua peça A Mulher que Ri está em cartaz no Teatro Alfa.

Eu assisti "O Fingidor" de Samir Yasbek e adorei. Uma história de ficção que gira em torno do poeta português Fernando Pessoa e inclusive seus heterônimos, Samir consegue levar para o texto o que Pessoa tem de melhor: a capacidade de tirar poesia dos pequenos eventos cotidianos, aceitando com dor a mediocridade da vida.

Dia 17, 2ª feira, às 20h
Biblioteca Alceu Amoroso Lima
Avenida Henrique Schaumann, 777. tel:3082-5023

domingo, 9 de novembro de 2008

Durmo, cheio de nada, e amanhã

Durmo, cheio de nada, e amanhã
é, em meu coração,
Qualquer coisa sem ser, pública e vã
Dada a um público vão.
O sono! este mistério entre dois dias

Que traz ao que não dorme
À terra que de aqui visões nuas, vazias,
Num outro mundo enorme.
O sono! que cansaço me vem dar

O que não mais me traz
Que uma onda lenta, sempre a ressacar,
Sobre o que a vida faz ?!

Fernando Pessoa

domingo, 12 de outubro de 2008

O segredo do grão

Título original: “La Graine Et Lê Mulet” do tunisiano Abdellatif Kechice.
A história se passa na cidade de Sète, sul da França, às margens do Mar Mediterrâneo.
O protagonista Slimane aos 60 anos, tem sua jornada de trabalho reduzida, conseqüentemente a redução de seus rendimentos e logo sua demissão.
Desempregado, após uma vida inteira de dedicação ao trabalho, vivendo de inquilino no hotel de sua segunda mulher com sua enteada, não pode aposentar-se, pois depende de seus ganhos para levar a vida. Juntamente com sua enteada desenvolve então um projeto de abrir um restaurante dentro de um barco, cujo prato principal será o famoso cuzcuz marroquino. Esse plano é trabalhoso, pois além de exigir licença municipal, financiamento no banco, ainda requer apoio da sua ex-mulher, conhecida como cozinheira de mão cheia que domina os segredos de um famoso cuzcuz.
A trama foca a luta não só pelo orgulho de Slimane como pela sua sobrevivência.
Há quem goste de um filme como O Segredo do Grão, que retrata a identidade complexa dos franceses de origem árabe. Nota-se também que o autor reforça diferenças entre as culturas, a mistura dos povos e os temperamentos.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008


domingo, 31 de agosto de 2008

Shit!

Blackmore Rock Bar, ambiente totalmente roots, é ideal pra encontrar amigos, jogar conversa fora e curtir um bom som de rock’ n roll.
Aos domingos tem o tal de FBI (Festival de Bandas Independentes), e foi "Bowlarama" quem abriu esta última semana. Legal, os caras seguem os clássicos dos anos 80!
Desta vez até recebi esta música como dedicatória... boa hein!

You Shook Me All Night Long – AC/DC

She was a fast machine
She kept her motor clean
She was the best damn woman I had ever seen
She had the sightless eyes
Telling me no lies
Knocking me out with those American thighs
Taking more than her share
Had me fighting for air
She told me to come but I was already there
'Cause the walls start shaking
The earth was quaking
My mind was aching
And we were making it and you

Shook me all night long

Working double time
On the seduction line
She was one of a kind, she's just mine all mine
She wanted no applause
Just another course
Made a meal out of me and came back for more
Had to cool me down
To take another round
Now I'm back in the ring to take another swing

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Starbucks

Hummmm, só de pensar já consigo sentir o aroma, não importa à hora... É pela manhã ou ao cair da tarde, na pausa do trabalho ou num momento de lazer, ele cai muito bem ao nosso paladar... Estou falando do café...
Num sábado desses, uma amiga Paula Minetto me convidou para conhecer “Starbucks". Adorei o lugar, confortável e aconchegante, tivemos o prazer de desfrutar do verdadeiro sabor do café. Conhecido como o melhor café do mundo, lá se encontra variedade da bebida à base de café e espresso.
Ficamos por horas conversando, foi ótimo... Conheci um casal de amigos clientes dela. Estavam a passear por lá também, muito simpáticos nos acompanharam até fecharem as portas da Starbucks. Muito bom!!!
Conheça um pouco sobre o café:
“Este grão mágico foi celebrado desde o tempo de sua descoberta, na Arábia antiga. As técnicas de torrefação e infusão mudaram desde então, mas nosso amor pelo café continuou a crescer. Nós gostaríamos de compartilhar esta paixão com você.” (Starbucks).
Lendas diversas relatam a possível origem do café, mas nada comprova realmente a descoberta deste produto.
A mais aceita e divulgada é a do pastor Kaldi, que viveu na Absínia, hoje Etiópia, há cerca de mil anos. Ela conta sobre a energia extra que se evidenciava sobre os animais sempre que mastigavam esses frutos, Kaldi comentou a um monge da região, que decidiu experimentar o poder dos frutos. Na forma de infusão, percebeu que a bebida o ajudava a resistir ao sono enquanto orava ou em suas longas de leitura do breviário. Com isso, a descoberta se espalhou criando uma demanda pela nova bebida. As evidências mostram que o café foi cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Yemen.
A planta de café é originária da Etiópia, centro da África, onde ainda hoje faz parte da vegetação natural da região. Foi na Arábia que se propagou, no entanto, a cultura do árabe qahwa, que significa vinho. Por esse motivo, o café era conhecido como “vinho da Arábia” quando chegou à Europa no século XIV.
Somente no século XIV, na Pérsia, os primeiros grãos de café foram torrados para se transformar na bebida que hoje conhecemos.
A partir de 1615 o café começou a ser saboreado no Continente Europeu, trazido por viajantes em suas freqüentes viagens ao oriente. Até o século XVII, somente os árabes produziam café. Alemães, franceses italianos procuravam desesperadamente uma maneira de desenvolver o plantio em suas colônias, mas foram os holandeses que conseguiram as primeiras mudas e as cultivaram nas estufas do jardim botânico de Amsterdã.
A partir destas plantas, os holandeses iniciaram, em 1699, plantios experimentais em Java. Essa experiência de sucesso trouxe lucro, encorajando outros países a tentar o holandeses ampliavam o cultivo para Sumatra. Os franceses, presenteados com um pé de café pelo burgomestre de Amsterdã, iniciavam testes nas ilhas de Sandwish e Bourbon.
Pelas mãos dos colonizadores europeus, o café chegou ao Suriname, São Domingos, Cuba, Porto Rico e Guianas. Foi por meio das Guianas que chegou ao norte do Brasil. Desta maneira, o segredo dos árabes se espalhou por todos os cantos do mundo.
Geograficamente, existem três regiões globais de cultivo de café: o leste da África e a peninsula arábica, o sudoeste da Ásia e o Pacífico, e a América Latina.
O solo, clima, altitude e as plantas ao redor influenciam no sabor do café que será produzido.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Sossega, coração! Não desesperes!

Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!
Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.
Fernando Pessoa